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Introdução
A osteoporose é uma doença óssea caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos, predispondo o indivíduo a um risco aumentado de fraturas. Normalmente, a doença é silenciosa até que uma complicação, como fratura, ocorra. Acredita-se que a osteoporose (ou baixa massa óssea) acometa cerca de 44 milhões de americanos, dos quais 80% são do sexo feminino. Fraturas por fragilidade na coluna e quadril podem resultar em dor crônica, deformidades da coluna, depressão, diminuição da estatura, desabilidade e morte. Cerca de 50% dos pacientes que apresentam fraturas de quadril nunca mais deambularão sem auxílio novamente, e 25% necessitarão de cuidados a longo prazo. Após fratura de quadril ou coluna, a mortalidade em 5 anos aumenta em até 20%.
Quando os pacientes iniciam tratamento para redução do risco de fraturas, aproximadamente 50% interrompem o uso dos medicamentos em um ano, e muitos desses pacientes fazem uso incorreto das medicações. Sabe-se que os pacientes com má aderência ao tratamento mantêm o risco aumentado de fraturas bem como altos gastos em termos de saúde.
A prevenção da osteoporose é preferível ao tratamento, pois as alterações na arquitetura óssea associadas à perda de massa são basicamente irreversíveis. O tratamento pode estabilizar a massa óssea e reduzir o risco de fratura, porém é incapaz de restaurar completamente a qualidade e força óssea. A densidade de massa óssea (DMO) é determinada pela relação entre pico de massa óssea (PMO) e taxa de perda óssea. A prevenção da osteoporose é direcionada à melhoria do pico de massa óssea e redução da taxa de perda óssea, tentando-se manter a força óssea e prevenir fraturas.
Pico de Massa Óssea
O PMO representa a quantidade máxima de massa óssea adquirida na vida. Embora não se saiba o momento exato quando ele ocorre, acredita-se que o pico de massa óssea seja atingido por volta dos 34 anos dede idade na maioria das pessoas. Os parâmetros que podem influenciar o pico de massa óssea atingido são influenciados por características genéticas e ambientais, como dieta, exercício físico, hábitos de vida, comorbidades e uso de medicações.
Estudos têm demonstrado que, em mulheres na pré-menopausa, o tabagismo, baixo índice de massa corporal (IMC: relação entre peso e estatura) e etnia caucasiana ou asiática são fatores de risco associados a baixa densidade mineral óssea.
Abordagem Não Farmacológica
Intervenções que otimizam o pico de massa óssea devem ser baseadas em mudanças para um estilo de vida saudável, durante os anos de formação óssea. Elas se dividem nos seguintes grupos:
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Nutrição: diversos são os estudos que demonstram que a manutenção de boa nutrição durante a infância e a adolescência é essencial para que se atinja o PMO, levando-se em conta principalmente a ingestão de quantidades adequadas de cálcio e vitamina D.
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Atividade Física: estudos mostram que a prática de atividade física, principalmente os de alto impacto, tem efeitos benéficos no acúmulo ósseo durante o crescimento. Por outro lado, a prática excessiva de exercício físico pode ser danosa ao esqueleto.
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Outros Fatores: tabagismo e etilismo em excesso devem ser evitados, e a administração de drogas com efeitos sabidamente deletérios ao esqueleto, como glicocorticóides e anticonvulsivantes, minimizadas o máximo possível.
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Terapia Medicamentosa: não existe papel para medicamentos em termos de maximização do PMO.
Perda Óssea
A perda óssea pode-se iniciar logo após o PMO seja atingido e os fatores que influenciam essa perda são: concentrações hormonais, idade, peso corporal, IMC, ingestão de cálcio e vitamina D, prática de atividade física, consumo de álcool, história familiar de osteoporose e tabagismo. A perda óssea relacionada à idade, em homens e mulheres, é de cerca de 0,5% a1,0% ao ano. Nas mulheres pós-menopausadas, a taxa de perda é de cerca de 0,5% a 1,5% ao ano, embora algumas mulheres apresentem perda mais acelerada, de até 5% ao ano.
Uma vez que o PMO seja atingido, o objetivo primário na prevenção da osteoporose passa a ser a estabilização da DMO ou a redução da perda. As recomendações incluem mudanças nutricionais, prática de atividade física e prevenção de quedas, e o uso de medicações e abordagem das comorbidades e drogas que têm efeito na osteoporose.
1. Medidas Não-Farmacológicas
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Cálcio e Vitamina D: a vitamina D e o cálcio são essenciais na homeostase óssea normal. Os estudos mostram que a suplementação de cálcio e vitamina D, em idosos, se associa a aumento na DMO e redução no risco de fraturas. Recomenda-se a ingestão diária de 1.200mg de cálcio, para as mulheres na pós-menopausa, e de 800UI de vitamina D para a maioria dos idosos.
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Atividade Física: exercícios físicos com suporte de peso se associam a pequeno, embora significativo, aumento na DMO de mulheres na pré e pós-menopausa e em homens. Além disso, melhoram também o tônus muscular e reduzem o risco de quedas. Recomenda-se a prática de pelo menos 30 minutos de atividade física na maioria, senão todos, os dias a semana.
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Outros Fatores: recomenda-se evitar o tabagismo e moderar a ingestão de bebidas alcoólicas.
2. Medidas Farmacológicas
Os medicamentos atualmente aprovados para uso na prevenção da osteoporose são os bisfosfonatos, os estrógenos, os moduladores seletivos de receptores de estrógeno (SERMs) e o Hormônio Paratireóide Humano (PTH). Na maioria das mulheres pós-menopausadas, recomenda-se não empregar medidas farmacológicas na prevenção da osteoporose. No entanto, caso sejam candidatas ou optem pelo uso de medicação, os bisfosfonados e os MSRE’s são escolhas razoáveis.
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Estrógenos: o estudo Women’s Health Initiative (WHI) mostrou que o emprego de estrógenos equinos conjugados, com ou sem medroxiprogesterona, reduziu o risco de fraturas de quadril e vertebrais e outras fraturas, em mulheres saudáveis na pós-menopausa. No entanto, os riscos do uso de estrógenos excederam os benefícios, nesse estudo, mesmo nas pacientes com alto risco de fratura. Assim, os estrógenos não são, atualmente, recomendados como agentes de primeira linha no manejo da osteoporose, devendo-se reservá-los para os casos em que as pacientes não puderem fazer uso de outras medicações. No estudo Women’s HOPE, empregou-se uma dose menor de estrógeno, sendo demonstrado benefício ósseo. Assim, caso se opte pelo uso de estrógeno, fazê-lo na menor dose possível e pelo menor tempo.
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Bisfosfonatos: são agentes que comprovadamente aumentam a DMO e, consequentemente, reduzem o risco de fratura. Os bisfosfonatos inibem a reabsorção óssea.
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SERMs:. Foi demonstrado que essa classe de medicamentos proporciona aumento da DMO e redução do risco de fraturas vertebrais, porém não das fraturas não-vertebrais. Além disso, o os SERMs reduzem o risco de câncer de mama, aumentam o risco de eventos tromboembólicos e de ondas de calor. Não parece que esses medicamentos exerçam efeitos sobre o coração ou endométrio.
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PTH: o hormônio paratireoideo recombinante humano é o único medicamento capaz de construir massa óssea. O PTH recombinante humano está indicado nos casos em que os tratamentos mencionados anteriormente falharam, ou então nos casos de osteoporose grave em pacientes que apresentaram fraturas
Referências Bibliográficas
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Schneider DL. Management of osteoporosis in geriatric populations. Curr Osteoporos Rep 2008;6(3):100-7.
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| Prevenção da Osteoporose |

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